Sergio Weinfuter en beBee em Português, beBee en Español, Professores e Educadores Escritor • Escritor freelance 9/1/2018 · 2 min de lectura · 3,1K

Daqui a cem anos...


Daqui a cem anos...

                                                                                 Imagem: Arquivo do autor


O que sinto ou deixo de sentir, gostos e costumes, manias, preconceitos ou erros, nada mais terá alguma importância. Daqui a cem anos ninguém de nós estará na terra para saber o que aconteceu, ninguém lembrará de sua voz, nem ouvirá algum comentário seu. Nada do que sentimos hoje, agora, terá alguma importância!

Definições da sociedade, certo e errado, mitos ou superstições, nada disso terá algum significado para nós. Não estaremos mais aqui, ninguém ou poucos se lembrarão de nós e nossas atitudes, preconceitos ou conceitos, nada disso terá importância alguma. O mundo seguirá em transformação, sempre o pensamento antecedendo as ações, ficando tudo na imaginação, preso no túmulo de nossa última lembrança.

Daqui a cem anos não terão importância o luxuoso carro que dirijo, muito menos as intermináveis horas de trabalho para conseguir pagar os luxos da vida moderna. Uma casa própria ou alugada, roupas caras, dentro da moda ou antiquadas, nada terá importância. Gosto por comidas finas ou bebidas caras não terá relevância, livros, estudos, profundo conhecimentos, todos seguirão para o túmulo, junto com os seus sentimentos.

Tratando bem ou mal os seus semelhantes, andando bem-humorado ou com a cara amarrada, olhar distante, desamparado ou com ar arrogante pensando ser o dono do mundo e todos devem ficar sob seus pés. Loucos são os homens que vivem como se fossem imortais, vivendo seus dias pisando nos outros como se fossem animais, eles também não serão permanentes e bem diferentes do que pensam, daqui a cem anos também não terão mais importância.

Importância exagerada, egos inflados, títulos cobiçados, tudo ficará para trás neste mundo. Daqui a cem anos eles não terão importância, nossa existência com sorte ficará na lembrança de alguém, porém a maioria ficará no esquecimento, nossos nomes não farão efeito algum, quando ouvirem, ninguém terá algum tipo de sentimentos.

Alguns, poucos, somente, muito poucos terão seus nomes perpetuados, que será lembrando com respeito e profundo sentimento pelas futuras gerações. Os demais serão milhões de anônimos, esquecidos e enterrados com seus sentimentos. Lamentos e desalentos que viveram nada mais significa, em seus túmulos não há guarida, deixam tudo para trás, não precisam das coisas que são importantes nesta vida. Em seus túmulos, não precisam de mais nada!

Por isso não vale a pena viver como se nunca fosse morrer. Para que acumular milhões de coisas materiais, se na outra vida não vai precisar? Ouro, prata ou pedras preciosas, dinheiro, carro, casas, títulos ou empresas, tudo ficará neste mundo sendo destruídos pela impureza e dentro de cem anos nada disso terá alguma importância. Com o passar do tempo, tudo o que é importante fica para trás, as preocupações, sonhos e motivações de hoje, nada representarão amanhã.

Nesta vida louca em que vivemos querendo cada dia mais, compramos de tudo e nada nos satisfaz, um dia terá um fim abrupto, ela não existirá mais. Desta vida nada se leva, paixões e ilusões ficam para trás, atitudes, gostos e preferências, tudo ficará esquecido, meio na dormência e daqui a cem anos, nada disto terá alguma relevância.

Em meio a tudo que é supérfluo, o que o ser humano construiu, nossas vidas está sempre por um fio e de um momento para outro poderemos não acordar. Por isso precisamos viver consciente, não vale apena ser arrogante ou imprudente, nem mesmo para ser um profissional extremamente competente, podemos passar sob o sentimento de alguém, o sentimento de um inocente, pois daqui a cem anos tudo o que fez ou acumulou... Nada mais importa.


Meu blog:

http://guerreiro-das-sombras.webnode.com/




#2 "Bueno, siendo así, me conformaré con estar a la diestra del Padre...".

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Sergio Weinfuter 10/1/2018 · #2

#1 Sim, mas com toda certeza não estará nesta terra Francisco. Abraço.

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De aquí a cien años solo Dios sabrá dónde estaré...

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