Sylvia Ferreira en Marketing e Produto, Moda, Marketing Digital / Marketing On-line Digital Marketing Consultant • Revista Household & Cosmetics 3/10/2016 · 3 min de lectura · +600

Video + Mobile: Os coringas do Marketing Digital

Video + Mobile: Os coringas do Marketing Digital

Snapchat, Youtube, Instagram, Facebook e Vimeo: o que estas redes sociais tem em comum? Todas dedicam a mídia em vídeo como ferramenta de advertising principal. 

O Youtube e Vimeo, obviamente, são mídias sociais de streaming e, as novas funcionalidades em anúncios da dupla Instagram+Facebook são focadas em live streaming.  


Conteúdo estretégico em vídeo

Ao desenvolvermos um planejamento de conteúdo, costumamos envolver as redes sociais e vídeo em um mesmo englobamento, alinhando todas no mesmo modelo de conteúdo. Apesar de não ser 'errado' este padrão de planejamento, precisamos realinhas o conteúdo em vídeo de forma que ele seja um meio a parte dentro das redes sociais: não é uma questão de exclusão, mas de criar dentro de um programa de conteúdo uma visão diferenciada para a mídia streaming. Por isso, o que precisamos é desmiunçar como é a interação do usuário diante de cada mídia, seja em vídeo, texto ou imagem. 

No caso do conteúdo em vídeo, há um padrão um tanto holístico em relação as suas mídias sociais específicas, como o Youtube e Vimeo. Assim como nas outras redes sociais, pode-se recorrer a anúncios pagos e não-pagos, desde que forme um público solido em seu canal de streaming. 


Streaming online e televisão não são a mesma coisa!

Provavelmente, ao apresentarem ao seu cliente um projeto de marketing digital, a primeira reação dele quando chegar no tópico "video streaming" é igualar aquele seu anúncio na televisão, transportando-o para as redes sociais. Infelizmente, esta estratégia não funciona 100%. 

Diferentemente da televisão, que é uma mídia 'fria' onde a interação cliente-marca é substituída por passividade, os streaming online oferecem ao consumidor um convite a dar sua voz. Uma das principais diferenças é que este público é mais jovem (costuma ter menos de 35 anos) e hiper-conectado. É o heavy user de social media, preso a aplicativos e que aposentou os desktops (exceto a trabalho) para acesso via smartphone. Diante deste perfil, um planejamento de conteúdo precisa apontar como características a agilidade e facilidade de comunicação. 

Em contrapartida, ao inscrever-se em um canal de vídeo, este mesmo consumidor comporta-se com extrema fidelidade a um canal, compartilhando seu conteúdo de forma massiva, em outras redes sociais. (Um exemplo, além do Youtube, são os vídeos no Instagram, que já permite o compartilhamento automático via Facebook e Twitter). Ou seja, uma rede social assume uma posição de ponte para outras de forma linear. 


Entenda a marca para partir ao conteúdo

Não existe uma fórmula secreta ou padronizada ao elaborar uma estratégia de conteúdo, ainda mais em vídeo. Diante de tanto relativismo quando falamos em Marketing Digital e Social Media, o que um estrategista de marketing precisa ter em mente é que a marca é o uma peça fundamental ao elaborar qualquer plano estratégico. Assim, entender a marca é um dos caminhos para alcançar um determinado público. Sabemos que uma ação não assertiva nos leva ao prejuizo e conhecer a marca é identificar que pontos podemos definir ao alinar o perfil de consumidor a estretégia. 

  • Os interesses da audiência, neste caso, são alinhados aos valores da marca. Para atraí-los a um conteúdo de vídeo, a Google identificou três 'caminhos' para o adicionar valor ao conteúdo e atrair audiência:
  • Inspirar a audiência com depoimentos e histórias reais e emocionantes
  • Educar/Ensinar a audiência com informações úteis
  • Entreter a audiência utilizando de humor, emoção e/ou conteúdo espetacular.

Lógicamente, a metodologia de storytelling será fundamental para alcançar o sucesso nesta estretégia de conteúdo. Por isso, coloquei abaixo três exemplos que se encaixam nestes métodos para alcançar maior audiência: 

1 - Inspirar a audiência com depoimentos e histórias reais e emocionantes

A Dove é uma grande referência de storytelling+content marketing e, para impulsionar a audiência e atrair consumidores, a sábia escolha em utilizar imagens reais e emocionantes a associa-la a linha de cosméticos masculinos é o tipo de 'sacada' que nos serve de inspiração para este modelo de atração de audiência. 

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2 - Educar/Ensinar a audiência com informações úteis

A questão de compartilhar informação via vídeo não requer algo de nível palestrante. Quando a Unilever lançou a campanha "Uma árvore, uma voz", foi compartilhada a informação dos níveis de desmatamento no país e, assim, deu start a campanha. 

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3 - Entreter a audiência utilizando de humor, emoção e/ou conteúdo espetacular

A Head & Shoulders lançou uma campanha memorável em 2013 ao usar Joel Sanatana para a sua linha anti caspa

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Uma andorinha não faz verão

Como consultora de marketing digital, sempre oriento meus clientes de que ações em vídeo não é um serviço para apenas uma pessoa. Isto requer trabalho em equipe e muita dedicação. Claro, com todos os times alinhados, a demanda da gestão do conteúdo em vídeo e muito grande e não é serviço para ser jogado nos ombros de um estagiário.

 Primeiro, pela qualidade do conteúdo em vídeo, isto requer muito planejamento, atenção e responsabilidade. Segundo, seu monitoramento é minuncioso e a interação é tão ágil quanto a de uma outra rede social. Por isso o monitoramento de redes sociais não fica ao cargo de uma única pessoa. Por fim, o plano de conteúdo em vídeo é parte de um conjunto de planos de conteúdo dentro de um planejamento estratégico. ao orientar seu cliente a desenvolver ações de marca em vídeo, aponte que há diferenças nas ações em vídeo em redes sociais e televisão.  

A televisão não morreu, aliás. Ela está mais interativa, porém, ainda possui um papel de passividade. A prova disso é que muitas marcas de meios digitais, como ecommerces e blogueiros, lançam ações em vídeo via televião. Em 2016 testemunhamos que mídias não morrem, afinal, com planejamento estratégico, as mídias assumem novas formas de comunicação. 

Para entenderem melhor como o conteúdo em vídeo pode ser planejado de forma efetiva, recomendo o material da Google sobre Youtube, o "Youtube playbook": https://www.thinkwithgoogle.com/playbooks/youtube.html

A minha dica é: leiam o material e aprendam como criação de conteúdo em vídeo e, em seguida, adapte este conhecimento para conteúdo em vídeo nas outras redes sociais.


Espero que tenham gostado do artigo!

Quem sou eu? Entusiasta em comportamento do consumidor digital, especialista em marketing digital freelancer e escritora nas horas vagas. 

Se teve dúvidas ou quer entrar em contato para maiores esclarecimentos, você pode me enviar uma mensagem inbox ou por email: sylferreira@outlook.com




 


É interessante constatar como as redes sociais vem influenciando as marcas a estarem mais atentas ao conteúdo que geram e, sobretudo, a procurarem formas mais empáticas de engajar seus consumidores

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Essa campanha da H&S com o Joel Santana foi brilhante! Um grande exemplo da importância de estar atento aos virais da net.

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