Yuri Cidade en Artistas, Músicos e Atores, Estudantes, Escritores Estagiário • Ministério Público de Santa Catarina 6/10/2016 · 1 min de lectura · +600

Melancolia

Melancolia

Pobre poeta que fuma seus anseios
Rasga seus meios
Como quem fere a própria pele
Indo fundo em um cerne
Que habita o ínfimo da sua própria solidão
Duvida da própria visão
Deixando que razão
Abandone o discernimento do coração
Que cisma em ser apenas seu refém
Amém!
Já dizia seus santos
Aos prantos
Em ver seus cânticos
Emudecerem aos ouvidos dos incompreendidos
Feito o vício
Dilacera o instinto
Fazendo com o que sinto
seja apenas um recinto
Como um indício
De más escolhas
As folhas caem
As palavras saem
Mas acabo preso
No mesmo
Abraço
Desregrando um compasso
Atemporal
Abissal
Bem e mal
O problema banal
Da covardia ser dilema
E desaguar em um poema
sem final;

Yuri Cidade