Yuri Cidade en Artistas, Músicos e Atores, Estudantes, Escritores Estagiário • Ministério Público de Santa Catarina 7/10/2016 · 1 min de lectura · +500

O Nada

O Nada

Habito a distopia

A utopia

De que minha pia

Lave sozinha meus pratos

Junte-se o cacos

E veja que o círculo não tem lados

Só faces

Fases

De um jogo viciado

Até meu trago

Perde o traço

Quando me pergunto: O que propago?

Se a essência está no ato

Eu divago

Estrago e separo

Nas entrelinhas do invisível

O lado ruim do incrível

Intransponível

Que transpassa o véu

O céu

De quem sois réu?

Se o átomo é quase nada

O tudo se torna uma vaga

Lembrança diluída nas águas

Batizadas que bebo

Do desassossego

Espremo

Escorrendo tudo pro fundo do copo

Ignoro os corpos

O óbvio

Percebendo que o tudo é irrelevante

Peças da mesma estante

Juntando os instantes

Torno a simplesmente observar

Vendo que o nada é só o que o tudo não conseguiu enxergar.


Yuri Cidade