Yuri Cidade en Artistas, Músicos e Atores, Estudantes, Escritores Estagiário • Ministério Público de Santa Catarina 30/9/2016 · 1 min de lectura · +800

O Porre

O Porre

Esquenta o óleo
Saltam os olhos
Arregalados
Emparedados
Por entre o véu
Do réu
Que espera a sentença
A crença
Exala a Presença
Feito a morte
Deságua na sorte
Da ilusão de acreditar
No próprio azar
Fazendo par
Oh filha do mar
Espera seu andar
No rebolar
Da tua fina cintura
A silheuta pura
Do batom púrpura
Ao pé da tua orelha
Silabando a safadeza
Da grandeza
De um pobre viciado
Rolam os dados
Perdoem meus pecados
Pois meus fatos
São óbvios absolutos
Escondidos no intuito
De te dominar
Beijo tua pele com gelo
Dois dedos de uísque, e um apelo
Puxando meu cabelo
Recorre aos espelhos
Para na sua vaidade
Tomar um porre de insanidade
Ao ver que na verdade
Nunca provamos uma gota sequer de Liberdade

Yuri Cidade